11.12.08
10.12.08
Mokoĩ Tekoá Peteĩ Jeguatá
O grande propósito deste filme é mostrar os desafios contemporâneos dos membros da etnia Mbya-Guarani para sobreviver e manter sua tradiçâo cultural no estado do Rio Grande do Sul. O documentário tem a seu favor o fato de ser feito por cineastas indígenas (ex-oficineiros de um curso áudio-visual), o que garante, de entrada, um olhar especular, uma leitura original, feita a contrapelo da história oficializada. Focado na vida cotidiana contrastante das aldeias Tekoá Anhetenguá (“Aldeia Verdadeira”- Porto Alegre) e Tekoákoenju (“Aldeia Alvorecer”- São Miguel da Missões) , Mokoĩ Tekoá Peteĩ Jeguatá- Duas aldeias, uma caminhada é um tributo a resistência indígena. Um clamor cinematográfico daqueles que avisam em suas canções que “querem as suas terras de volta”, precisam das matas para poderem caçar e das terras para poderem plantar e construir suas casas de reza. Isso ganha mais vigor, quando se mostra a depredação ambiental feita pelas plantações de eucalipto, a restrita área de caça e os anéis de concreto do crescimento urbano que, literalmente, começam abraçar as áreas das aldeias. Enfim, o filme é um rico testemunho etnográfico aberto à nossa exploração. Confiram e comprovem.
Prof. Antônio Augusto (História)
Coordenador do Telecentro da E.M. Paulo Mendes Campos
aahorta@hotmail.com
Canoa de um Pau Roxo
É de domínio público a desafiadora expressão “vou lhe mostrar com quantos paus se faz uma canoa”. Mais do que demonstrar visualmente esse dito popular, Canoa de um Pau Roxo revela de forma poética, mas melancólica, a agonia dessa antiga tradição artesanal brasileira, no pequeno município de Presidente Juscelino (MA). Munido de machado e facão, o canoeiro autodidata Miguel “Pau Roxo” transforma, com rara habilidade, o trono de uma árvore em sua pequena e prática canoa. Enquanto trabalha, vai contando histórias, denunciando a dificuldade de conseguir madeira e a falta de perspectivas de dias melhores naquela isolada região maranhense. Lição de vida e de técnica ancestral, afinal pegar “uma árvore roliça e fazer embarcação dela” para sobreviver, é algo que no mínimo merece respeitosa admiração!
Prof. Antônio Augusto Horta Liza
Atual coordenador do telecentro da E.M.Paulo Mendes Campos
aahorta@hotmail.com
EMAAC NA EXTENSÃO FORUMDOC 2008
Hoje, 10 de dezembro de 2008 exibimos no auditório da EMAAC o filme L.A.P.A. Trinta e nove alunos do final de 2º Ciclo acompanhados pelas Professoras, Patrícia, Andrea, Raquel e Rachel assistiram o filme. Os alunos receberam um questionário sobre o filme que será discutido posteriormente em sala de aula. Ao final da sessão a Professora Patricia fez um breve comentário procurando discutir com os alunos relações entre o filme assistido e o seu cotidiano. Na ocasião estiveram presentes Solange e Pedro Coordenadores da rede-lê.
os alunos mostraram-se interessados durante toda a exibição do filme ao final da discussão Mateus (Aluno de Inclusão) se manifestou dizendo que: O hap é arte e cultura.
9.12.08
Exibição do filme L.A.P.A.
Hoje, dia 09-12, a partir das 7:30 exibimos o filme L.A.P.A. no auditório da Escola Municipal "Aurélio Buarque de Holanda". Foi uma ótima experiência, pois a temática da cultura hip hop agrada a maioria dos alunos, que estão no 3º ciclo. Apesar de o filme apresentar uma realidade do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, os educandos se identificaram muito com o contexto apresentado por uma periferia e a luta do MC's para apresentarem a sua arte.
Depois da exibição propusemos uma discussão, que foi muito participativa, muitos alunos declararam que a realidade é bem retratada na filme.
Hélia Márcia
| Curta maranhense em festival europeu - | |||
O talento do Maranhão além fronteiras. O estado terá o seu representante na ARCO 2008, a mais importante feira de arte contemporânea da atualidade que acontece anualmente em Madri (Espanha). Trata-se do curta-metragem “Canoa de um Pau Roxo”, filmado no município de Presidente Juscelino (MA) e dirigido pela jornalista maranhense Gabriela Mochel Piccolo, que reside há quatro anos na Europa, e pelo publicitário espanhol Alberto Greciano. Confira a matéria na íntegra: http://www.claraonline.com.br/ver_noticia.php?noticia_id=620&hl=ok | |||
2.12.08
Forumdoc na Escola Municipal Professor "Moacyr Andrade"
- L.A.P.A
- Yvy Katu - Terra Sagrada, Kantuta
- Mokoi Tekoá, Petei Jeguatá, Duas aldeias, uma caminhada
- Favela on blast
Participaram os alunos do 2º e 3º ciclo dos três turnos da escola.
Forumdoc 2008 na EMPMA
Forumdoc 2008 na EMAAC
Ricardo Sérgio Soares Ferreira, professor de arte e bacharel em comunicação visual comenta o filme L.A.P.A.:
O documentário aborda de maneira bem realista o cotidiano da Comunidade da Lapa/R.J. e adjacências. Através de relatos e depoimentos, as pessoas expõem a influência da cultura do Hip-Hop sobre a juventude. É mostrado também shows com cantores de rap e "duelos de improviso" que fazem o delírio da galera.
A espontaneidade das pessoas e o ambiente hora tradicional e boémio, hora inóspito e provocante fazem um paralelo interessante com as dificuldades vividas na comunidade. Esse ritmo do documentário, seduz o expectador, principalmente o jovem.
1.12.08
L.A.P.A.
Marcadores: L.A.P.A.
27.11.08
Alunos do 3º ciclo da EMIAM assistem ao filme L.A.P.A.
EMIAM - MAIS UMA SALA ASSISTE AO FILME L.A.P.A.
26.11.08
Debate sobre o Filme L.A.P.A.
Roteiro para Estudo e debate sobre o filme L.A.P.A.
1 - O MC Chapadão usa uma linguagem que ele chama de TTK . O que significa esse termo ?
2 – Para o pessoal do RAP , todo MC’ tem que ter um apelido. Como surgem os nomes do MC’s ? Há um critério para isso ou simplismente inventam ou aceitam o nome que a galera prefere ?
3 – Como é feita a aproximação entre os DJ, fankeros e MC’S na LAPA ?
4 – O MC Marechal canta um rap bacana. O que ele defende na letra do seu rap ?
5 – Quais são os maiores problemas que a LAPA wenfrenta hoje ?
6 – Qual a imagem mais marcante e que lembra a LAPA ?
7 – Há um longametragem que teve algumas cenas filmadas na LAPA. Você saberia dizer qual filme e por que eles vieram para o RJ ?
8 – Citar alguns artístas que iniciaram sua carreira na LAPA e que hoje trazem boas recordações daquele tempo ?
9 – Citar um fato marcante revelado pelo filme. Comente-o.
10 – O que representou para você assitir a este filme ?
11 - No filme vemos alguns desafios entre MC. O que eles representam ?
12 - A fala do MC Black Alien é super interessante, onde alerta para valorizar nossa cultura e nossas produções, além de destacar a importância de ser verdadeiro. Em sua vida, na prática, em que momentos você se identifica com as palavras dele ?
GRANDES NOMES QUE PASSARAM PELA L.A.P.A.
Esta foto pode ser encontrada no endereço: Luiz Nassif online http://blogln.ning.com/photo/2189391:Photo:38864?context=user

PREPARAÇÃO DA TURMA PARA PARTICIPAÇÃO NO FORUMDOC.2008

PREPARAÇÃO DA TURMA PARA PARTICIPAÇÃO NO FORUMDOC.2008

Alunos do 3º ciclo da EMIAM assistem ao filme L.A.P.A.

Alunos do 3º ciclo da EMIAM assistem ao filme L.A.P.A.
Alunos do 3º ciclo da EMIAM assistem ao filme L.A.P.A.

Nesta manhã do dia 26 de novembro, a sala 1 alunos em final do 3º ciclo - manhã - assistiram ao filme L.A.P.A. A atenção foi total, uma vez que o interesse pelo RAP e a disputa entre MC é muito grande entre os adolescentes da vila. Solicitei que fizessem uma pesquisa na internet de alguns MC, funkero e RAP que aparecem no filme e que fazem trabalhos na LAPA. Esta pesquisa será entregue na 5ª feira, dia 05 de dezembro e será usada na monagem do Mural LAPA - RJ.
25.11.08
forumdoc.bh na Rede.l�: EMIAM - L.A.P.A.
Além da história de criação dos Arcos da L.A.P.A. pesquisamos também alguns artistas que já passaram pela L.A.P.A. e que sempre estão retornando aos palcos quando possível. Destaque para Joyce, Arlindo Cruz, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Roberto Ribeiro e Elza Soares. Além destes destaque para Wagner Tiso, Teresa Cristina , Luiz Melodia, Egberto Gismont, João Donato e outros.
forumdoc.bh na Rede.le�: Rede.le exibe documentários do forumdoc.bh em escolas municipais de Belo Horizonte...
RESOLVEMOS QUE IRÍAMOS PESQUISAR SOBRE O BAIRRO DA LAPA, AS ORIGENS DOS ARCOS DA LAPA, SEMPRE FAMOSOS E CONSIDERADOS UM CARTÃO POSTAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. O MATERIAL OBTIDO NAS PESQUISAS SERÁ USADO NA MONTAGEM DE UM MURAL, QUE SERÁ EXPOSTO NA ENTRADA DA SALA SALA DE PROJEÇÃO DO FILME E POSTERIORMENTE NO PÁTIO DA ESCOLA.
ALÉM DISSO, VALE PESQUISAR SOBRE O BONDINHO QUE FAZ O TRAJETO DO CARIOCA, BAIRRO DE FÁTIMA ATÉ SANTA TERESA, PASSANDO PELOS ARCOS DA LAPA.
E.M. Paulo Mendes Campos
24.11.08
FAVELA ON BLAST

Favela on Blast
Brasil, vídeo digital, cor, 77min., 2008
Realização /Director: Leandro HBL e Wesley Pentz
Fotografia /Photography: Leandro HBL
Montagem /Editing: Breno Fortes e Ricardo Mehedff
Som /Sound: Leandro HBL, Wesley Pentz e Amiten
Produtor: Leandro HBL, Wesley Pentz, Amiten e Vânia Catani
Sinopse: O documentário "Favela on Blast" mostra a cultura em torno do Funk Carioca, ritmo musical que mescla o Funk eletrônico americano da década do 80 com as diversas influências da música brasileira. O baile funk é provavelmente um dos movimentos musicais mais interessantes no mundo e certamente vem de um dos lugares mais violentos e pobres, as favelas do Rio de Janeiro. O funk carioca personaliza o cru, bombásticos ritmos do Miami bass americano, loops e samples de batidas de sambas unidos a poderosos vocais de rap no linguajar brasileiro.
YVY KATU – TERRA SAGRADA

Yvy Katu – Terra Sagrada
Yvy Katu – Sacred Land
Brasil, vídeo digital, cor, 20min,, 2007
Realização /Director: Eduardo Duwe
Fotografia /Photography: Eduardo Duwe e Tom Gibb
Montagem /Editing: Eduardo Duwe e Luiz Duva
Som /Sound: Uzziel Peña - Tomaz Klotzel
Produtor: Eduardo Duwe
Sinopse: Uma luta antiga que revela duas visões de mundo bastante antagônicas. Por um lado aqueles que crêem que o mundo não é de ninguém e que todos podem usá-lo e por outro aqueles que crêem que o mundo é de todos e que cada um tem o direito a um pedaço.
As vítimas - os mais frágeis.
Canoa de um Pau Roxo

Canoa de um Pau Roxo
Purple wooden canoe
Brasil/Espanha, vídeo digital, cor, 10 min. 15seg., 2008
Realização/Director: Gabriela Piccolo e Alberto Greciano
Fotografia/Photography: Alberto Greciano
Montagem/Editing: Manuel Zayas e Alberto Greciano
Som/Sound: Gabriela Piccolo
Produtor: Gabriela Piccolo e Alberto Greciano
Sinopse: Em uma aldeia às margens do rio Munin, no Maranhão, as mãos habilidosas de um artesão transformam o tronco de uma árvore em uma canoa rústica que trará o transporte e o sustento para sua família. Um ritual repetido através de várias gerações, que questiona a fronteira entre o culto e o popular, o moderno e o tradicional: se trata de uma arte ou um simples trabalho de artesanato?
Marcadores: CANOA
MOKOI TEKÁ, PETEI JEGUATÁ
Mokoi Tekoá, Petei Jeguatá. Duas aldeias, uma caminhada.
Brasil, vídeo digital, cor, 65min., 2008
Realização /Director: Ariel Ortega, Germano Beñites, Jorge Morinico
Fotografia /Photography: Ariel Ortega, Germano Beñites, Jorge Morinico
Montagem /Editing: Ernesto Ignacio de Carvalho
Som /Sound: Ariel Ortega, Germano Beñites, Jorge Morinico
Produtor: Vídeo nas Aldeias
Sinopse: Sem matas para caçar e sem terras para plantar, os Mbya-Guarani
dependem da venda do seu artesanato para sobreviver. Três jovens realizadores Guarani acompanham o dia-a-dia de duas comunidades unidas pela mesma história, do primeiro contato com os europeus até o intenso convívio com os brancos de hoje.
Marcadores: MOKOI
ESTRADA REAL DA CACHAÇA

Estrada Real da Cachaça
Royal Road of Cachaça
Brasil, 35mm (confirmar), cor, 98min., 2008
Realização /Director: Pedro Urano
Fotografia /Photography: Pedro Urano
Montagem /Editing: Ava Rocha
Som /Sound: Altyr Pereira, Bruno Espírito-Santo, Michel Messer, Pedro Moreira, Nicolas Hallet
Produtor: Tarcisio Vidigal
Sinopse:
Espécie de road-movie espaço-temporal, Estrada Real da Cachaça propõe a re-atualização de um percurso ancestral que congrega – em sua concretude e nos modos de vida de seus habitantes – um rico mosaico que é síntese de uma trajetória coletiva. A cachaça, veículo de cura nas garrafadas, será nosso guia nesta viagem, onde imagens do presente se misturam com ‘imagens do passado’ (fotografias fornecidas pelos próprios entrevistados e documentos foto-cinematográficos colhidos junto aos arquivos públicos) com o objetivo de mapear a presença da cachaça na cultura brasileira.
Marcadores: ERCACHAÇA
L.A.P.A.
L.A.P.A.
Brasil, vídeo digital, cor, 75min., 2007
Realização /Director: Cavi Borges e Emílio Domingos
Fotografia /Photography: Paulo Castiglioni e Tiago Scorza
Montagem /Editing: Gustavo Pizzi
Som /Sound: Bruno Espírito Santo e Michel Messer
Produtor: Cavi Borges e Paulo Rodrigues Alves
Sinopse: L.A.P.A.: bairro boêmio do Rio de Janeiro, tradicional reduto de sambistas. Hoje é também, ponto de encontro de MCs e do rap.
L-A-P-A: um filme sobre o bairro da Lapa. Um filme sobre o Rap carioca.
Marcadores: L.A.P.A.
21.11.08
EMIAM - L.A.P.A.
Baixamos alguns trailer deste filme, algumas músicas de artistas da LAPA e estamos reprisando para nossos alunos.
A exibição será no dia 11/12, quinta feira às 9:30 horas.
20.11.08
L.A.P.A.

A Escola Municipal Aurélio Buarque de Holanda exibirá o filme para os alunos do 3º ciclo no dia 09 de dezembro, às 07:30. Essa exibição foi escolhida em função da temática de cultura juvenil que temos trabalhado.
SINOPSE
L.A.P.A é um filme que mergulha sem filtros no universo do hip hop carioca. Mas L.A.P.A. não é apenas um filme sobre essa cena, sua jornada vai além das rimas dos MCs e traz para aos espectadores o cotidiano de quem busca sobreviver no nosso país através da música.
Transportando para a tela o outro lado do rap, os diretores de L.A.P.A. nos mostram que se à noite os MCs animam as rodas e batalhas de rap do bairro carioca da Lapa, durante o dia suas batalhas continuam em outros palcos.
Marcelo D2, BNegão, Black Alien, Chapadão, Funkero, Marechal, Aori, Iky, Macarrão e outros personagens do rap carioca cantam e contam suas histórias e levam a Lapa para além de suas fronteiras geográficas. A L.A.P.A. vai de Niterói à Irajá, vai da memória clássica do bairro, com seus sambistas e boêmios, até as festas de rap como a Zoeira e as Batalhas do Real.
Cada história pessoal cruza com a história do rap e do bairro, transformando o filme no mais atual painel dessa cultura no Rio de Janeiro. L.A.P.A. consegue ser um documento sobre essa cena musical e, em outra frente, constrói uma narrativa sobre a trajetória dos personagens que participam dessa cena atual.
L.A.P.A não pretende contar a história do rap carioca, mas através de um recorte mostra como é a vida de alguns membros dessa cultura. L.A.P.A. é a sigla do bairro, o refrão dos MCs e o filme que define um espaço e uma época na cultura carioca.
19.11.08
FORUM DOC 2008
O filme será exibido no dia 11/12 às 9:30 h para as turmas do 3º cilco
18.12.07
17.12.06
Exibição de Anuncie Aqui e Rap o canto da Ceilândia na EMABH
A mostra de extensão forumdoc nas escolas da rede.lê foi realizada na Escola Municipal Aurélio Buarque de Holanda na quinta-feira, dia 7 dezembro. Os filmes exibidos foram Anuncie Aqui e o Rap o canto da Ceilândia. Nós, Carolina e Poliana, bolsistas do Centro de Convergência de Novas Mídias, fomos acompanhar as sessões.
A chuva forte prejudicou muito a ida até a escola, o que fez com que perdêssemos a primeira sessão, exibição de Anuncie Aqui. Chegamos na sala escura e nossa presença foi imediatamente percebida. Isso causou algum constrangimento, já que as pessoas que estavam ali não nos conheciam. A projeção estava sendo controlada por um monitor da Rede.lê, responsável pelo aparato técnico. Percebemos que nossa presença era esperada pelo estagiário, que esboçou uma tentativa de interromper a projeção para que nos apresentássemos. Preferimos esperar o fim do segundo filme para iniciar uma discussão com os alunos.
Desde o início do projeto da mostra de extensão, conversamos com os professores para que nossa participação nas exibições se desse de forma a acrescentar em uma discussão que deveria ser pautada muito mais nas opiniões dos alunos sobre os filmes. E eram os comentários deles que buscávamos. Para isso era fundamental a presença do professor já que, pelo fato de conhecer os alunos, poderia intermediar nosso contato com eles.
Havia sido acordado anteriormente com a professora Hélia, da Rede.lê, que Valdevino, professor de História, nos acompanharia na mostra. No entanto, ficamos sozinhas com os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e sentimos a ausência de Valdevino, que não apareceu na exibição. Era clara a dificuldade de começar uma discussão com os adultos, pois éramos desconhecidas e eles não demonstraram muito entusiasmo. Iniciamos apresentando o projeto Rede.lê e o propósito da mostra de extensão Forumdoc naquela escola. Alguns alunos fizeram comentários sobre os filmes, mas a conversa não se prolongou e pouco tempo depois se dispersaram.
Acreditamos que o debate não se desenvolveu mais pela ausência de alguém que facilitasse nossa aproximação com os alunos do que por um despreparo da equipe.
Carol Canguçu e Poliana Xavier
Bolsistas do Centro de Convergência de Novas Mídias - UFMG
12.12.06
Rap e intervenções urbanas são temas de filmes na Moacyr Andrade
Após a segunda exibição a sessão foi aberta para debate com os alunos e professores. A professora Cecília comentou com os alunos os dois filmes, dando ênfase à questão da resistência, de que tratam. “O primeiro filme fala da resistência contra as forças das grandes empresas. Eles poluem a cidade com um monte de propaganda. Enquanto isso, as pessoas comuns apropriam-se disso tudo e fazem sua reclamação contra esta situação por meio da modificação dos anúncios”.
Também participaram do debate os alunos Jonathan e Lucas, respectivamente do segundo e terceiro ciclos. Lucas ressaltou o fato de que é preconceito tratar os rappers como criminosos. “Eu gosto de rap e não ando com um 38 na cintura”. Já Jonathan aproveitou a oportunidade para dar aos presentes mais informações sobre quem eram as personagens do rap que apareciam no filme. Ao final da sessão os dois alunos cantaram raps, Lucas uma paródia de Dormi na Praça, da dupla sertaneja Bruno e Marrone, composta por ele mesmo e Jonathan, uma composição de RZO.
Pedro Marra
10.12.06
Filmes no Bairro Cinquentenário

exibição filme “Rap o canto da Ceilândia” e “Anuncie Aqui” na mostra de extensão forumdoc.bh.2006, na escola Municipal Francisca de Paula.
dia 05.12.2006, terça-feira, 20h.
Eu e Pedro Luscher chegamos à escola às 19h, com uma hora de antecedência da exibição do filme. Sim, do filme, pois a programação da mostra extensão forumdoc.bh.2006 na escola Francisca era apenas o filme “Rap o canto da Ceilândia”, de Adirley Queirós. Mas eu havia levado o DVD de exibição do filme “Anuncie Aqui” e ao conversar com o prof. Geraldo Loyola, coordenador da Rede.lê na escola, e resolvemos projetar os dois filmes.
Por toda escola estavam colados cartazes que anunciavam a exibição do filme naquela noite. No laboratório da Rede.lê, Douglas, estagiário que está formando no ensino médio explicava para Joice e Caio o funcionamento dos equipamentos de projeção de som e imagens. Algumas turmas estavam indo a uma excursão ao Museu Histórico Abílio Barreto; mas os alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) já eram um bom público para a mostra.
Na quadra, onde acontecem todas as projeções de filme, Geraldo me mostrou e explicou como funciona a estrutura projetada e montada por eles. No lateral oposta a entrada da quadra, uma parede foi massada e pintada de branco para servir de tela. No teto, foi montado um trilho até um pouco mais da metade da quadra que é percorrido por um carrinho que sustenta o projetor. Por esse carrinho chegam a energia e o cabo de som, que fica montado no meio do pátio. É lá que fica montada a estrutura que aguarda o carrinho de equipamentos, com a mesa de som, equalizador, aparelho de dvd e vídeo. Douglas e Júnior, estagiário voluntário, auxiliam o professor na montagem dos equipamentos.
Cadeiras na quadra, alunos também, Geraldo anuncia a atividade e quais os filmes que serão exibidos. Durante a exibição dos filmes, alguns alunos manifestam suas opiniões e comentam cenas, atitudes, falas entre si. Ao final da exibição, alguns alunos dizem que é preciso filmar a realidade de um bairro vizinho, uma favela que sofre com a chuva e a precariedade dos barracos no morro.
Milene Migliano
6.12.06
“Rap, o canto do Alto Vera Cruz”
O documentário foi exibido em duas sessões. A turma da professora Jaqueline foi a primeira a assistir ao filme. Os alunos mostraram-se atentos durante todo o documentário. A professora contou que há uma forte identificação entre o rap e seus alunos e que, recentemente, com sua ajuda, eles tinham composto o Rap da Família.
Em seguida, foi a vez da turma da professora Valéria assistir ao documentário. Mostraram-se também bastante interessados nas histórias contadas pelos rappers da Ceilândia. Alguns demonstraram até uma certa irritação quando alguém batia à porta da sala multimeios da escola, local onde foi realizada a atividade.
A professora Valéria propôs que os temas abordados no documentário fossem discutidos em sala de aula e que, posteriormente, os alunos escrevessem suas impressões sobre o filme. A idéia é que os relatos dos alunos sejam publicados no blog da Rede.lê.
5.12.06
Alunos da Hélio Pellegrino assistem ao filme "As Vilas Volantes"
Antes da exibição, Paulo explicou os objetivos da parceria Forumdoc e Rede.lê, além de falar um pouco sobre o documentário. Após o filme ser exibido, uma das professoras ressaltou a importância do relato dos mais velhos para a memória daquelas vilas. Disse ainda que é preciso respeitá-los, o que não costuma acontecer em nossa sociedade.
O aluno João Batista disse ter gostado muito do filme e contou que tinha vivido uma situação semelhante, pois teve que abandonar sua terra e vir para Belo Horizonte. Diante de seus colegas, ele recitou um poema de sua autoria sobre sua cidade natal, situada no norte de Minas. Prometeu, ainda, fazer um poema sobre o documentário.
Anne Frank encerra a primeira semana da extensão Forumdoc.bh.2006
Na última sexta-feira, dia 01 de dezembro, foi a vez da Escola Municipal Anne Frank. localizada no bairro Confisco, receber a mostra de extensão do Forumdoc.bh.2006. Regina Beatriz, professora responsável pela coordenação do Projeto Rede.lê na escola, escolheu os filmes Anuncie Aqui e Rap, o canto da Ceilândia, ambos integrantes da Mostra Competitiva Nacional desta décima edição do Forumdoc.bh.
Anuncie Aqui é uma produção realizada em Belo Horizonte e coloca em questão a ocupação do espaço urbano feita pela publicidade, sob a ótica de um grupo de jovens que realiza intervenções em anúncios publicitários. Rap, o canto da Ceilândia foi produzido em Ceilândia, cidade-satélite do Distrito Federal e mostra a luta dos moradores pela afirmação de suas identidades.
Alunos de 7ª e 8ª séries lotaram a sala multimeios da escola. Antes do início da exibição, discutiu-se sobre o gênero documentário e suas diferenças em relação às produções que normalmente são vistas na televisão. Após os filmes, falou-se da importância do documentário como possibilidade de apresentar assuntos e temas geralmente ignorados pelos grandes veículos de comunicação.
Renata Ornelas
30.11.06
Caminho da Escola Paraná abre a Mostra de Extensão do Forumdoc.bh.2006
No dia 28 de novembro, terça-feira, começou a Mostra de Extensão do Forumdoc.bh.2006, realizada em escolas municipais integrantes da Rede de Inclusão e Letramento Digital – Rede.lê. Os coordenadores da Rede.lê nas escolas selecionaram filmes que fazem parte da Mostra Competitiva Nacional deste ano. A primeira escola foi a Ignácio de Andrade Melo, no bairro São José.
O professor José Assis escolheu o documentário Caminho da Escola Paraná, realizado pela cineasta Heloísa Passos. O filme mostra as dificuldades que crianças moradoras da Colônia dos Castelhanos, situada na zona rural de São José dos Pinhais, estado do Paraná, enfrentam todos os dias para chegar à escola.
No início da exibição, os alunos estavam um pouco dispersos, mas, aos poucos, mostraram-se interessados pelas histórias das crianças paranaenses representadas no documentário.
Após a exibição, o professor Assis fez perguntas sobre as impressões que os alunos tiveram sobre o documentário. Alguns disseram que o cotidiano das crianças da Escola Paraná que foi mostrado no documentário era diferente do que imaginavam. Um dos aspectos que mais chamou a atenção dos alunos foi a importância que as personagens do filme davam à escola.
Assis preparou algumas questões relacionadas ao filme que serão trabalhadas em sala de aula. As perguntas abordam, entre outras questões, as impressões dos alunos sobre o documentário e o significado da escola em suas vidas.
19.10.06
18.10.06
Documentário: FALA TU

Direção: Guilherme Coelho
Fotografia: Alberto Bellezia
Montagem: Márcia Watzi
- A vida, os sonhos e a intimidade de três rappers cariocas que fazem uma crônica musical da cidade. Macarrão, 33 anos, é apontador do jogo do bicho e morador do Morro do Zinco, no Estácio. Combatente, 21 anos, trabalha como operadora de telemarketing, frequenta o Santo Daime e vive em Vigário Geral. Thogum, 32 anos, é vendedor de produtos esotéricos, budista e morador de Cavalcante. O filme descreve os locais de trabalho, os estúdios improvisados, as rádios piratas, as cerimônias religiosas, as casas e as famílias dos três, procurando entender como o rap mudou o cotidiano deles e como usam a experiência de vida para escrever as letras das canções.
Rio de Janeiro, 74min., 35mm, 2003
Documentário: SAMU 192

Diretor: Tiago de Castro
Fotografia: Ricardo Bauermann
Montagem: Fábio Severo, Ricardo Bauermann e Tiago Castro
- Um dia e uma noite com o Serviço de Assistência Médica de Urgência de Porto Alegre que atende chamados pelo número de telefone 192 e presta socorro no local. Entre um atendimento e outro, um médico, uma telefonista, um motorista de ambulância e um auxiliar de enfermagem contam suas experiências, a visão que têm de seu trabalho e como lidam com a morte.
Porto Alegre, 26min., vídeo digital, 2003
Documentário: 4 ELEMENTOS NO HORIZONTE

Direção e fotografia: Gustavo da Rocha Jardim
Montagem e som: Gustavo da Rocha Jardim e Pablo Lobato
- Jovens artistas da periferia de Belo Horizonte misturam versatilidade e irreverência com ação política e social. Um vídeo documentário sobre a manifestação dos quatro elementos da cultura Hip Hop. A saga dos rappers urbanos, b-boys, grafiteiros e djs construindo uma identidade em meio ao turbilhão urbano.
Belo Horizonte, 23min., Hi-8, 2001
Documentário: MINI CINE TUPY

Diretor: Sérgio Bloch
Fotografia: Jacques Cleuiche
Montagem: Jordana Berg
Som: Joaquim Santana
- José Zagati, catador de papelão de Sítio das Madres, assentamento na periferia de São Paulo, montou uma pequena sala de cinema na garagem de sua casa, com materiais encontrados no lixo, para poder exibir filmes para as crianças da vizinhança. O cinema funciona todos os domingos e a sessão começa assim que anoitece. A entrada é franca.
Rio de Janeiro, 10min., vídeo digital, 2002
Documentário: VAIDADE

Diretor: Fabiano Maciel
Fotografia: Reynaldo Zangrandi
Montagem: Jordana Berg e Nina Galanternick
Som: Alberto Beilezzia
- Nos últimos anos, centenas de mulheres, arriscando suas vidas, ganham seu sustento remendo em canoas precárias para vender perfumes, cremes, sabonetes e outros produtos de beleza em garimpos remotos no interior da floresta amazônica. Vaidade conta a história de Simara, uma revendedora de cosméticos, ao mesmo tempo em que investiga, neste contexto, as relações entre homem e mulher, beleza e ambição, floresta e civilização.
Rio de Janeiro, 12min., 35mm, 2002
Filmado em vídeo digital e finalizado em 35mm.
Documentário: NA GARUPA DE DEUS

Diretor: Rogério Corrêa
Fotografia: Cleumo Segond
Montagem: Geórgia Costa Araújo
Som: Alan Fábio Gomes
- O documentário é uma reflexão sobre a vida na grande São Paulo a partir do perfil das pessoas que tiram da motocicleta sua sobrevivência: os motoboys. O documentário revela o universo desta categoria profissional, a melhor tradução contemporânea para o sentimento de urgência que sempre esteve no senário paulistano.
São Paulo, 26min., vídeo digital, 2002
Documentário: BURACÃO

Direção, fotografia e som: Pedro de Castro Guimarães
- Homens simples, em um lugar isolado, trabalhando de sol a sol, cavam buracos de até 40 metros de profundidade, sem maquinário e sem a certeza de haver ouro. Já foram milhares, hoje são milhares de histórias. Cada vez é preciso cavar mais fundo, para se encontrar um verdadeiro garimpeiro.
Belo Horizonte, 23min., vídeo digital, 2001.
Documentário: SAMBA

Direção: Thereza Jessouroun
Fotografia: Reinaldo Zangrandi, Bib Lufti e Gustavo Hadba
Som: Renato Calaça e Zezé D'Alice
- Documentário sobre a dança de samba e sua relação com o cotidiano dos moradores do Morro da Mangueira, Rio de Janeiro. O documentário busca fugir dos esteriótipos que costumam divulgar, durante o carnaval, a mais "nacional" de todas as nossas danças e revela o mundo e a vida dos passistas da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.
Rio de Janeiro, 54min.,vídeo digital, 35mm, 2001
A escolha dos documentários...

Após a apresentação da proposta feita pelos bolsistas da UFMG para projetos utilizando os documentários exibidos no "forumdoc.bh", os coordenadores do projeto "Rede.lê" das 9 escolas municipais participantes, levaram a idéia para professores e alunos que aceitaram o projeto e escolheram, entre os documentários listados, aqueles que acharam interessantes através da leitura de suas sinopses.
17.10.06
Rede.lê exibe documentários do forumdoc.bh em escolas municipais de Belo Horizonte...

O projeto "Rede.lê - Inclusão e Letramento Digital" leva aos alunos, professores e comunidades das escolas municipais participantes do mesmo, exibição de documentários que fazem parte do "Festival do filme documentário e etnográfico - fórum de
antropologia, cinema e vídeo - forumdoc.bh", que acontece em Belo Horizonte desde 1996.O objetivo dessa atividade, além de proporcionar à comunidade momentos de lazer e cultura, é abrir discussão sobre os temas mostrados nesses documentários sobre o cotidiano vivido por seus personagens, buscando uma leitura crítica dos acontecimentos.












