Mokoĩ Tekoá Peteĩ Jeguatá
Mokoĩ Tekoá Peteĩ Jeguatá- Duas aldeias, uma caminhada
O grande propósito deste filme é mostrar os desafios contemporâneos dos membros da etnia Mbya-Guarani para sobreviver e manter sua tradiçâo cultural no estado do Rio Grande do Sul. O documentário tem a seu favor o fato de ser feito por cineastas indígenas (ex-oficineiros de um curso áudio-visual), o que garante, de entrada, um olhar especular, uma leitura original, feita a contrapelo da história oficializada. Focado na vida cotidiana contrastante das aldeias Tekoá Anhetenguá (“Aldeia Verdadeira”- Porto Alegre) e Tekoákoenju (“Aldeia Alvorecer”- São Miguel da Missões) , Mokoĩ Tekoá Peteĩ Jeguatá- Duas aldeias, uma caminhada é um tributo a resistência indígena. Um clamor cinematográfico daqueles que avisam em suas canções que “querem as suas terras de volta”, precisam das matas para poderem caçar e das terras para poderem plantar e construir suas casas de reza. Isso ganha mais vigor, quando se mostra a depredação ambiental feita pelas plantações de eucalipto, a restrita área de caça e os anéis de concreto do crescimento urbano que, literalmente, começam abraçar as áreas das aldeias. Enfim, o filme é um rico testemunho etnográfico aberto à nossa exploração. Confiram e comprovem.
Prof. Antônio Augusto (História)
Coordenador do Telecentro da E.M. Paulo Mendes Campos
aahorta@hotmail.com
O grande propósito deste filme é mostrar os desafios contemporâneos dos membros da etnia Mbya-Guarani para sobreviver e manter sua tradiçâo cultural no estado do Rio Grande do Sul. O documentário tem a seu favor o fato de ser feito por cineastas indígenas (ex-oficineiros de um curso áudio-visual), o que garante, de entrada, um olhar especular, uma leitura original, feita a contrapelo da história oficializada. Focado na vida cotidiana contrastante das aldeias Tekoá Anhetenguá (“Aldeia Verdadeira”- Porto Alegre) e Tekoákoenju (“Aldeia Alvorecer”- São Miguel da Missões) , Mokoĩ Tekoá Peteĩ Jeguatá- Duas aldeias, uma caminhada é um tributo a resistência indígena. Um clamor cinematográfico daqueles que avisam em suas canções que “querem as suas terras de volta”, precisam das matas para poderem caçar e das terras para poderem plantar e construir suas casas de reza. Isso ganha mais vigor, quando se mostra a depredação ambiental feita pelas plantações de eucalipto, a restrita área de caça e os anéis de concreto do crescimento urbano que, literalmente, começam abraçar as áreas das aldeias. Enfim, o filme é um rico testemunho etnográfico aberto à nossa exploração. Confiram e comprovem.
Prof. Antônio Augusto (História)
Coordenador do Telecentro da E.M. Paulo Mendes Campos
aahorta@hotmail.com

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